Carregando dados da Meta API… (~60 chamadas paralelas na primeira vez, depois cacheia por 1h)
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Posts publicados no Instagram em Julho 2026.26 posts no mês.
Em 2002, a Nokia era a marca de celular mais reconhecida do planeta. E para apresentar sua nova linha colorida — aparelhos vermelhos, azuis e pretos que cabiam na palma da mão — a empresa escolheu o nome mais reconhecido do mundo: Pelé. De smoking, diante de um cenário completamente branco, o Rei apresentava celulares simples, populares e quase indestrutíveis. Bateria que durava dias. Design que não quebrava se caísse. Cores que diziam algo sobre quem usava o aparelho — numa época em que celular ainda era novidade para a maioria das pessoas. Hoje, esse comercial funciona como uma cápsula do tempo perfeita. Duas marcas no auge da sua relevância, num mundo que ainda não tinha redes sociais, nem smartphone, nem o conceito de que o celular seria o centro da vida de todo ser humano.
Mais de 1 bilhão de vagas. 27 países. O 2026 Global AI Jobs Barometer da PwC é o retrato mais completo que já foi produzido sobre o que a IA está fazendo com o mercado de trabalho global — e o Brasil está incluído na análise. Três números que resumem o que o estudo encontrou: empresas mais expostas à IA têm 40% mais crescimento de produtividade. Crescem 52% em headcount contra 36% das menos expostas. E pagam salários 24% maiores contra 17%. Mas o dado que mais me chama atenção está em outro lugar. As vagas de nível júnior mais expostas à IA que estão sendo “seniorizadas” — ou seja, que começam a exigir habilidades de liderança, pensamento estratégico e gestão de pessoas — cresceram 35% desde 2019. As que não foram seniorizadas caíram 10%. O mercado não está substituindo humanos por IA. Está substituindo humanos que fazem trabalho básico por humanos que fazem trabalho complexo — com IA como infraestrutura. Quem entender isso agora tem uma vantagem considerável sobre quem ainda está debatendo se deve ou não adotar IA.
A HMD Global descontinuou todos os smartphones Nokia em 2024. O mundo deu de ombros — afinal, a Nokia já havia sido declarada morta umas três vezes antes disso. E então vazou o Nokia 300 4G Powerbank. Um feature phone básico, tela de 2,4 polegadas, rádio FM, lanterna de LED — e uma bateria de 3.750 mAh capaz de recarregar outros dispositivos. Ou seja, tecnicamente você compra um PowerBank e leva um celular de brinde. Sem pretensão de competir com iPhone ou Samsung. Só o básico funcionando bem, com autonomia acima da média e o nome Nokia na frente. É um aparelho secundário que provavelmente vai durar anos sem precisar de atualização, conserto ou capa protetora. Não é o produto mais empolgante do mercado — e a Nokia claramente não está tentando ser. Está apenas ocupando o espaço que sobrou depois que todo mundo foi embora para fazer smartphone caro. Tem mercado para isso? Tem. É suficiente para ressuscitar a Nokia? Provavelmente não. Mas é honesto — e isso, pelo menos, combina com a marca.
Messi entrou na final com um histórico impressionante contra os jogadores espanhóis. Já havia enfrentado metade do elenco de La Roja, com retrospecto amplamente favorável — 62 gols em 81 confrontos individuais. Conhecia cada jogador pelo nome, pelo estilo, pelos pontos fracos. Ele mesmo disse: “É uma equipe que conheço bem.” E mesmo assim, a Espanha venceu por 1 a 0 na prorrogação e é bicampeã do mundo. O gol de Ferran Torres no segundo tempo extra encerrou o sonho do Messi nessa Copa — e respondeu com clareza uma das perguntas mais antigas do esporte: o que derrota uma estrela verdadeiramente extraordinária? Um coletivo que joga junto, que não para, que aguenta a pressão durante 120 minutos e que tem paciência para esperar o momento certo. A Espanha não tentou neutralizar Messi. Tentou ser melhor do que a Argentina como time. E conseguiu. No futebol e nos negócios, existe um limite para o que uma única pessoa consegue carregar — por mais genial que ela seja. O que sustenta no longo prazo é sempre o coletivo.
Tenho uma memória que carrego com muito carinho e que num dia como hoje faz ainda mais sentido compartilhar. Tive a honra de conhecer o Pelé pessoalmente — e ele assinou a minha camisa e a do meu filho Guilherme @grecco_gui . Você para na frente do Rei e não consegue fingir que é uma situação normal. Pelé não era só um jogador extraordinário. Era uma presença que transcendia o futebol — uma combinação de grandeza, humildade e humanidade que pouquíssimas pessoas no mundo conseguem carregar ao mesmo tempo. Num dia de final de Copa do Mundo, eu guardo com gratidão essa memória.
Esta Copa de 2026 reuniu uma geração extraordinária. Messi com 39 anos reescrevendo recordes. Cristiano Ronaldo marcando em seis edições diferentes — um feito que pode durar gerações. Mbappé, Haaland, Vini Jr., Bellingham, Lamine Yamal, Pedri, Enzo Fernández — nomes que fizeram essa edição entrar para a história do futebol mundial. E com todo o respeito a cada um deles — porque o respeito é genuíno — o maior de todos os tempos continua sendo o Rei. Pelé é o único tricampeão da história. O mais jovem a fazer hat-trick numa Copa. O mais jovem a marcar numa final. Recordes que resistem décadas depois, intocados por qualquer geração que veio depois. Nenhum nome desta Copa chegou perto disso. E provavelmente nenhum chegará. O Rei é único. E insubstituível. 👑
Jude Bellingham estava no banco de reservas nesse dia, quando percebeu que o gandula ao seu lado estava com frio. Sem pensar duas vezes, tirou o agasalho e o entregou para o menino. O gesto viralizou. E depois, em entrevista, o gandula revelou que Bellingham é seu maior ídolo no futebol — e que aquele foi o melhor momento da vida dele. Não é a primeira vez. Bellingham já foi flagrado cobrindo uma criança com sua jaqueta durante a chuva em outro jogo. Não é pose. É padrão de comportamento. Existe uma diferença entre jogadores que são grandes dentro de campo e jogadores que são grandes fora dele. O segundo tipo é muito mais raro — e deixa um tipo de marca que nenhum gol consegue replicar. Para quem lidera times e negócios: as pessoas ao redor observam tudo, o tempo todo. Não só o que você faz quando está no centro das atenções. Especialmente o que você faz quando acha que ninguém está olhando.
Por mais de 60 anos, o gol mais bonito da carreira de Pelé existiu apenas na memória de quem estava lá. O “Gol da Rua Javari” — três chapéus consecutivos sem que a bola tocasse o chão — nunca foi filmado. Era uma lenda que vivia na palavra de quem viu. O Google DeepMind reconstruiu esse momento usando IA. Foram mais de 2.000 registros históricos levantados, 3.600 imagens de arquivo reunidas, testemunhas oculares entrevistadas e modelos avançados de geração de vídeo aplicados para recriar com precisão o estádio, as condições do dia, o uniforme e os movimentos de Pelé. O resultado é um mini documentário que está hoje no Museu Pelé, em Santos. Existe um uso da tecnologia que vai muito além da eficiência e da produtividade — é o uso que devolve ao mundo algo que o tempo havia levado. Esse projeto é um dos exemplos mais bonitos disso que já vi. Assista ao vídeo completo no Youtube: Reconstructing Pelé’s lost goal.
A internet chegou ao Brasil em 1981 — não para o grande público, mas para a academia. Um fio de cobre dentro de um cabo submarino conectava a FAPESP a um laboratório de física em Illinois, nos Estados Unidos, através da Bitnet. Pouquíssimas pessoas sabiam que aquilo existia. Treze anos depois, em 1994, a Embratel lançou o primeiro serviço de internet comercial do país — com 256 Kbps de conexão e apenas cinco mil usuários escolhidos para testar. Em 1995, o serviço se tornou definitivo. Em 1998, o Brasil já era o 19º colocado no mundo em número de hosts. Em 2007, o mercado de internet movimentava US$ 114 bilhões em comércio eletrônico. Hoje, mais de 102 milhões de domicílios estão conectados. O que essa linha do tempo mostra não é só a evolução de uma tecnologia. É a velocidade com que uma infraestrutura invisível pode reorganizar completamente a forma como pessoas vivem, trabalham e consomem. Quem apostou cedo nessa infraestrutura — quando parecia coisa de laboratório — construiu algo que o mercado levou décadas para dimensionar completamente.
Hoje é Dia do Palestrante. E eu fico pensando no quanto esse trabalho mudou a minha vida — ou talvez o quanto eu mudei para que esse trabalho fizesse sentido. Palestrar é muito mais do que falar bem. É a soma de tudo que você construiu antes de subir no palco — as experiências, as leituras, as conversas, os fracassos que você preferiu não esquecer porque ensinaram mais do que os acertos. Quando tudo isso encontra uma plateia disposta a ouvir, acontece algo que é difícil de nomear, mas impossível de fingir. Eu amo o que faço. Não porque é fácil — preparar uma palestra que realmente entrega algo é trabalhoso, exige honestidade e exige que você esteja disposto a continuar aprendendo para ter algo novo a dizer. Mas exatamente por isso vale tanto. Feliz Dia do Palestrante para quem escolheu transformar conhecimento em conexão. Muito obrigado a cada um de vocês que escolheu me ouvir palestrar.
Existem atletas que ganham muito. Existem atletas que duram muito. Messi é os dois ao mesmo tempo — e por isso é único. Nascido em Rosário em 1987, ele construiu uma carreira de mais de 900 gols oficiais, oito Bolas de Ouro, 34 títulos pelo Barcelona, quatro Champions League, a Copa América de 2021 e a Copa do Mundo de 2022. Em 2012, marcou 91 gols em um único ano civil — um recorde que permanece intacto. Passou pelo PSG, levou o Inter Miami ao título da Leagues Cup na primeira temporada, e hoje está numa Copa do Mundo aos 39 anos ainda sendo decisivo. O que os números de Messi ensinam não é sobre talento. Talento, ele sempre teve. O que sustentou essa carreira por mais de duas décadas no mais alto nível foi algo muito mais raro: a recusa em fazer menos do que o máximo, independente do momento, do clube ou da idade. Isso não se treina em um dia. Se constrói ao longo de uma vida inteira de escolhas certas feitas quando ninguém estava olhando.
A Nokia que você conhecia fazia celular. A Nokia de hoje fornece a espinha dorsal de infraestrutura para os maiores data centers de IA do mundo — servindo OpenAI, Meta e Alphabet. Suas ações subiram 150% em 12 meses em Helsinki, a Nvidia comprou 2,9% da empresa por US$ 1 bilhão, e seu market share no mercado americano de redes óticas saltou de 6,3% para 27,3% em apenas um ano. A história da Nokia é um dos casos mais claros de empresa que se reinventa continuamente desde sua fundação, há mais de 150 anos. Em vez de insistir num mercado onde havia perdido para sempre, a empresa identificou onde sua tecnologia criava valor real — e foi fundo nisso. Não é ressurreição. É reposicionamento. E tem uma lição direta para qualquer negócio: saber onde parar de competir pode ser tão decisivo quanto saber onde começar.
Fui ao Tudo On TV com a Claudia para falar sobre um tema que está crescendo em importância no mercado de cibersegurança — e que a maioria das pessoas ainda não conhece pelo nome: prompt injection. A técnica é simples de entender e perigosa de ignorar. Hackers inserem instruções ocultas dentro de textos que uma IA vai processar — um e-mail, um documento, uma mensagem. O modelo lê o conteúdo, encontra o comando escondido e o executa como se fosse uma instrução legítima. O resultado pode ser o acesso a dados sensíveis que estavam dentro do sistema. E aqui está o ponto que mais preocupa empresas e especialistas: as pessoas estão colocando informações cada vez mais sensíveis dentro de ferramentas de IA — dados pessoais, estratégias de negócio, informações de clientes, documentos confidenciais. Muitas vezes sem saber exatamente onde esses dados ficam armazenados e o que acontece quando alguém mal-intencionado consegue manipular o modelo. Cibersegurança é hoje uma das maiores dores do mercado corporativo. E ela não vai diminuir conforme a IA avança — vai crescer junto. O primeiro passo é simples: não coloque em nenhuma IA o que você não colocaria num papel e deixaria sobre uma mesa em lugar público.
Messi é responsável por 47% de todos os gols marcados por jogadores de 38 anos ou mais em 96 anos de Copas do Mundo. Com 21 gols na história do torneio e 9 jogos consecutivos balançando as redes, ele segue reescrevendo os próprios recordes. Cristiano Ronaldo se despediu como o único jogador a marcar em 6 edições diferentes — de 2006 a 2026, duas décadas de Mundiais sem deixar de balançar as redes em nenhuma delas. Romelu Lukaku se tornou o primeiro jogador a marcar em 3 jogos de uma mesma Copa saindo do banco de reservas. Porque nem todo craque começa jogando — alguns decidem entrando. E tem muito mais. Kane, De Bruyne, Courtois, e tantos outros que deixaram marca nessa edição sem aparecer nas capas todos os dias. Jogadores que construíram carreiras longas, consistentes e decisivas — não por talento isolado, mas pela soma de dedicação, preparo e constância ao longo dos anos. Craque de verdade não é quem persiste e cria história.
Contra o Egito, a Argentina estava perdendo. O silêncio no estádio dizia tudo. E então Messi chegou como uma peça chave para a Argentina virar e seguir na Copa. Sete gols em quatro partidas nessa Copa. Artilheiro da Argentina. Principal criador de jogadas ofensivas do time. Com 39 anos. O problema que esse desempenho esconde é mais sério do que o que ele resolve. Messi provavelmente se despede das Copas em 2026. A próxima edição é em 2030 — quando ele teria 43 anos. E o que o jogo contra o Egito mostrou com clareza é que a Argentina ainda não tem um jogador capaz de fazer o que ele faz quando o jogo fica difícil. Não é falta de talento no elenco. É falta de um sucessor que assuma a responsabilidade nos momentos em que tudo está desmoronando. Isso acontece dentro e fora de campo. O líder mais experiente carrega o jogo, resolve o que ninguém mais resolve, tira o time do abismo quando seria mais fácil não conseguir. E enquanto ele está lá, ninguém percebe o tamanho do problema que vai aparecer quando ele não estiver mais. Sucessão não é só nome e cargo. É a construção deliberada de quem vai assumir a responsabilidade quando o momento mais difícil chegar — e o titular não puder mais aparecer.
Alex Karp, CEO da Palantir, foi à CNBC e fez algo raro no ecossistema de tecnologia: criticou abertamente OpenAI e Anthropic pelo modelo de negócios e pelo que ele chama de overpromise — prometer mais do que entregam. O argumento central é direto. Se os modelos dessas empresas são tão valiosos quanto dizem ser, por que cobram por tokens em vez de pedir participação nos negócios dos clientes? Para Karp, a cobrança por tokens é o sinal de que o valor real entregue ainda não justifica o hype construído. Minha leitura: ele tem razão em partes importantes — e exagera em outras. Tem razão quando aponta que muitas empresas estão pagando por IA sem conseguir medir retorno real. Que o modelo de precificação por tokens cria custos crescentes conforme o uso escala. Que a promessa de transformação nem sempre se converte em resultado concreto dentro das organizações. Mas o argumento de que OpenAI e Anthropic não estão gerando valor ignora uma realidade que vejo no dia a dia: empresas que implementaram IA com estratégia clara, nos processos certos, com governança adequada, estão colhendo resultados reais e mensuráveis. O problema não é a tecnologia. É a falta de clareza sobre onde e como aplicá-la. Hype exagerado existe — e precisa ser questionado. Mas generalizar que ninguém está recebendo valor é tão impreciso quanto o hype que ele critica.
No dia 7 de julho estive no Fórum B2B 26, em São Paulo, num dos encontros mais densos do ecossistema de marketing, vendas e customer success do Brasil. Participei de dois painéis que tocaram em temas que acompanho de perto no dia a dia com as empresas que atendo. No primeiro, mediamos a discussão sobre dados, revenue e marketing — e como essas áreas, quando integradas de verdade, deixam de ser centros de custo e passam a ser arquitetura de crescimento. No segundo, o tema foi ainda mais preciso: dados de uso como indicador de receita futura. Enquanto muitas empresas ainda analisam churn depois que ele acontece, as mais maduras já trabalham antecipando comportamento da carteira em tempo real. Essas são as conversas essenciais atualmente. Obrigado à Live University, Alex e ao Ibramerc pelo espaço. @live.b2b @alexleite.insta
Sabe a tecnologia da bola Trionda, usada pelo VAR na polêmica decisão que eliminou a Croácia (e Luka Modric) da Copa 2026? Ela foi desenvolvida pela Adidas especialmente para essa Copa, e carrega uma unidade de medição inercial que registra dados 500 vezes por segundo. Quando alguém toca na bola, o sensor capta uma alteração no gráfico — semelhante a um eletrocardiograma — identificando o instante exato do contato, a partir de uma determinada intensidade. Essa informação vai em tempo real para o VAR, onde é cruzada com câmeras que rastreiam a posição de todos os jogadores em campo, simultaneamente. O que me fascina nessa tecnologia não é o futebol. É o princípio por trás dela. Alguém identificou um problema muito específico — a dificuldade de determinar com precisão o momento exato de um toque numa bola em movimento — e desenvolveu uma solução igualmente específica para aquele contexto. Não foi uma tecnologia genérica adaptada. Foi um sensor projetado para resolver exatamente aquela dúvida, naquele milissegundo, naquele ambiente. Esse tipo de aplicação está acontecendo em dezenas de setores. Sensores em cirurgias que detectam variações invisíveis ao olho humano. Algoritmos em turbinas que identificam falhas antes de qualquer técnico perceber. Sistemas em armazéns que rastreiam movimentos em tempo real para eliminar gargalos operacionais.
Argentina e Egito. Primeiro tempo difícil, placar adverso. E então o segundo tempo começou — e Messi decidiu que não era a hora. A Argentina virou para 3x2 e seguiu na Copa. Com 39 anos, na que provavelmente é sua última Copa do Mundo, Messi continua sendo o jogador que aparece quando o jogo pede. Quando está difícil, quando o resultado ameaça e quando seria completamente aceitável não conseguir. Essa é a diferença entre talentoso e extraordinário. Talento aparece nos bons momentos. Os fora de série aparecem nos momentos em que os bons jogadores somem. E aqui vem a comparação inevitável com o Brasil. O Brasil também tinha talento nessa Copa — talento de sobra. Mas foi eliminado pela Noruega, sem conseguir transformar qualidade individual em reação coletiva quando o jogo ficou difícil. Messi, com 39 anos, fez exatamente o que o Brasil não conseguiu fazer: virou o jogo quando tudo apontava para o fim. Foco, entrega e presença no momento que importa não têm idade. Têm caráter.
Novo artigo publicado — e ele parte de uma observação que o crescimento de Shein, Temu e AliExpress no Brasil tornou muito concreta. O consumidor brasileiro nunca teve tantas opções ao mesmo tempo. Em segundos, ele compara preços, frete, avaliações e reputação entre dezenas de vendedores diferentes, com a ajuda de IA nesse processo. Nesse ambiente, o produto sozinho perdeu o protagonismo. O preço continua importante — mas deixou de ser suficiente para sustentar fidelidade. O digital virou obrigação básica. Não é mais diferencial. É o mínimo para estar na disputa. E a disputa real acontece em outro lugar: na percepção de valor que a marca conseguiu construir antes do momento da escolha. Percepção de valor não nasce de campanha isolada nem de presença massiva nas redes. Nasce de coerência, experiência, reputação e clareza de posicionamento. Amazon, Mercado Livre e Magalu já ocupam espaços consolidados na mente do consumidor. Os marketplaces chineses aceleraram a competição por atenção e conveniência. Nesse cenário, a pergunta mais importante para qualquer empresa é direta: sua marca tem posicionamento ou apenas presença digital?
Vocês sabem o quanto sou um apaixonado por futebol. Assim como por boa gestão, dedicação, método, paixão, foco, força de vontade, planejamento e estratégia aliados à execução acima da média. O ciclo de preparação da seleção brasileira pós-2022 pode ter qualquer definição - menos o de positivo. 5o lugar nas fracas eliminatórias sulamericanas. Trocas consecutivas de treinador. A eterna novela do ex-quase-ainda-craque Neymar. Centenas de jogadores convocados, sem consistência. Um time titular questionado por todos. Enquanto isso, França tem um trabalho consistente de 8 anos com Deschamps. Argentina, mais de 4 com o talentoso Scaloni. Vários times menores vieram focados e consistentes para jogar, como a surpreendente Cabo Verde. Torci muito pelo Brasil. Sofri hoje. Lamentei bastante. Não era para cair nas oitavas. O futebol pune muito forte quem não faz sua parte. Pênalti perdido, gols jogados no ralo, jogadas claramente mal-consumadas. Mérito de uma boa equipe norueguesa e de um fora-de-série extraordinário como Haaland. Iremos aprender para o próximo ciclo? Vamos viver de passado até quando, 🇧🇷🇧🇷🇧🇷? Para você, quem é o maior responsável pela eliminação tão precoce?
Tiziano tem 12 anos, é fanático do Defensa y Justicia e quer ser goleiro como Unsain. Quando o Boca marcou no último minuto e o goleiro ficou ajoelhado no gramado com a cabeça baixa, Tiziano estava na arquibarcada com o pai. Em algum momento disse que ia ao banheiro — e quando o pai se deu conta, o filho já estava com meio corpo dentro do campo, correndo em direção ao goleiro para abraçá-lo. A imagem viralizou. O clube ligou para a família. Unsain vai dar a camisa e um par de luvas. E Tiziano ganhou um convite para ser presença especial nos próximos jogos. Mas o que ficou não foi a viralização. Foi a lembrança de que as atitudes mais poderosas raramente são calculadas. São as que nascem de quem enxerga um ser humano em dificuldade — e simplesmente vai até ele. No futebol e nos negócios, os líderes que as pessoas nunca esquecem são os que aparecem exatamente nesses momentos.
Quando Haaland jogou a bola na cabeça de Gabriel Magalhães, todo mundo esperava uma reação imediata. Não veio. Gabriel não deixou que a provocação virasse distração naquele momento. E quando chegou a hora certa — cinco meses depois, numa goleada de 5 a 1 — ele respondeu da forma mais eficiente possível: dentro das quatro linhas, com o placar a seu favor. Essa é a capacidade de separar o que aconteceu do que precisa ser feito agora. De não deixar o ruído externo determinar o foco interno. Agora, talvez o embate mais importante de ambos. Brasil e Noruega se enfrentam pelas oitavas da Copa do Mundo. Somente um deles seguirá adiante. E quem conhece a história desses dois sabe que esse duelo tem camadas que vão muito além do futebol. Para qualquer líder que está num momento de adversidade: nem toda provocação merece resposta imediata. Às vezes, a melhor resposta é continuar focado, concentrado e não cair na provocação do concorrente.
Com 41 anos, na sua sexta Copa do Mundo, Cristiano Ronaldo continua sendo o maior exemplo de que longevidade no alto nível não é dom. É método. É a decisão diária de se preparar melhor do que a situação exige — e de continuar fazendo isso quando todo mundo ao redor já acha que você não precisa mais. Cinco Bolas de Ouro. Maior artilheiro da Champions League. 11 gols em Copas do Mundo. 450 gols pelo Real Madrid. Esses números são apenas a parte visível de uma carreira construída em cima de algo muito mais simples e muito mais difícil: fazer no treino o que os outros deixam para o talento resolver no jogo.
Alguém vai lembrar do seu conteúdo daqui a um mês? O consumidor vive em estado permanente de excesso — de estímulos, notificações e escolhas. Nosso cérebro toma milhares de microdecisões por dia. E a maioria das marcas reage a isso produzindo ainda mais ruído, numa corrida coletiva pela próxima tendência que faz todo mundo falar igual, se comportar igual e copiar os mesmos códigos culturais. A IA amplificou esse fenômeno. Ela é eficiente, rápida e impressionante — mas reproduz o que já existe. E quando todos usam os mesmos modelos, o mercado fica cheio de marcas parecidas, eficientes e esquecíveis. O consumidor guarda espaço para poucas marcas. Todas as que ele lembra têm algo em comum: são distintas, coerentes e não mudam de identidade a cada nova onda do algoritmo.
Nos anos 2000, o Windows Mobile PDA era o dispositivo dos executivos. Era muita tralha que a gente carregava — celular, PDA, câmera digital, MP3 player. O PDA era o hub de tudo isso: agenda, e-mails, documentos, planilhas, tudo num aparelho que cabia no bolso do paletó. Os smartphones baseados no Windows Mobile podiam ser divididos em dois grupos: os Pocket PCs, com telas sensíveis ao toque, e os smartphones clássicos, com teclado e botões de atalho. Era tecnologia de verdade, complexa, poderosa — e que exigia paciência de quem usava. O problema foi exatamente esse. Duas características bastante criticadas do Windows Mobile eram a interface excessivamente complexa e o desempenho inferior ao dos concorrentes diretos. Quando o iPhone chegou com uma tela de vidro e um dedo, o jogo acabou. Quem lembra de usar a caneta stylus para digitar uma mensagem? Comenta aqui!